Skip to main content

Im.pulsa TODAS

Brasil

Projeto apoiado pelo
Fundo para Organizações

Im.pulsa TODAS

Objetivo

Im.pulsa TODAS é um projeto com o objetivo de desenvolver e distribuir, gratuitamente, conteúdos sobre campanhas eleitorais para todas as mulheres que desejam se candidatar, com foco em mulheres de grupos minoritários como mulheres periféricas, indígenas, negras, entre outros.

Duração do projeto
14 meses
Organização

Contexto

A ausência de mulheres em espaços de poder tem consequências profundas para a nossa sociedade como um todo. A implementação e o desenvolvimento das políticas públicas ficam prejudicadas pela falta de diversidade de experiências, conhecimentos e perspectivas que outros grupos sociais levam aos espaços de decisão, como é o caso das mulheres e, especialmente, mulheres negras, LGBTQIA +, mulheres trans, indígenas e outras. Além disso, pesquisas mostram que mais mulheres na política significam mais políticas sociais, diminuição das desigualdades e diminuição da corrupção.

Caminho de ação

Daremos ferramentas para que mulheres continuamente excluídas da política brasileira possam ter acesso ao conhecimento, ampliar suas vozes e adentrar a política institucional. Isso ​​por um lado, só pode ser feito através do reconhecimento de si mesmas como líderes, e do outro,​​  de campanhas eleitorais mais estruturadas, que vençam as barreiras que mulheres candidatas enfrentam. Nosso objetivo, portanto, é fornecer esse conhecimento em nossa plataforma online e em cadernos impressos, a partir de uma construção coletiva, para que as candidatas consigam fortaleça seu conhecimento, desenvolver campanhas competitivas, e aumentem sua participação na política.

Plano de ação

  • Maior diversidade nas candidaturas  –  Campanhas de mulheres mais competitivas e preparadas  –  Mais mulheres de grupos minorizados eleitas Vamos disponibilizar, em nossa plataforma e a partir de materiais impressos, conteúdos específicos sobre como desenvolver campanhas eleitorais sendo uma mulher que pertence a um grupo minoritário. A partir de uma construção coletiva, com movimentos, organizações e lideranças que fazem parte desses grupos e possuem experiências anteriores de campanhas, vamos criar materiais que ajudem as candidatas a desenharem estratégias de campanha, gestão de voluntariado, captação de recursos, entre outros.O acesso a esses conteúdos vai ajudar as candidatas a produzirem campanhas mais competitivas e preparadas para lidar com os obstáculos inerentes a uma candidatura minoritaria.  Assim, mais mulheres desses grupos vão se sentir preparadas para lançarem suas candidaturas, levando uma maior diversidade ao processo eleitoral. Além disso, também terão mais chances de se eleger.

 

  • Uma política mais representativa da sociedade brasileira Com a eleição de mais mulheres, em especial, de grupos historicamente excluídos da política institucional, poderemos construir uma política que realmente represente a população brasileira. Hoje, a homogeneidade existente entre as pessoas eleitas, em sua maioria de homens, brancos, cis e heterosexuais, nao representa uma populacao que e bastante diversa  em termos culturais, sociais, raciais e de gênero.Candidaturas de grupos minorizados, em especial de mulheres, mulheres negras, indígenas, entre outros, possuem muitas barreiras e pouco ou nenhum apoio de partidos políticos para que consigam fazer campanhas com potencial de se eleger. Para que possamos tornar nossa democracia mais representativa, precisamos dar condições para que essas mulheres produzam campanhas com potencial eleitoral.

 

  • Construção de políticas com pautas mais diversas e perspectivas diferentes Além do problema de representação, a falta de diversidade nos espaços de poder e tomada de decisão também tem consequências profundas na construção de políticas públicas e no debate público. Grupos historicamente excluídos da política institucional não têm suas vozes ouvidas em relação aos problemas que os atingem e tem pouco ou nenhum apoio das políticas públicas para sanar seus problemas.Para que as políticas públicas sejam construídas de forma a realmente resolver os problemas desses grupos, precisamos trazer para dentro das instituições pessoas que vivem e conhecem esses espaços. Para isso, é preciso dar os instrumentos necessários para que essas pessoas possam se eleger.